A Filosofia da Alta Consciência, e onde ela se situa entre duzentas teorias da consciência.
Este é o mapa acadêmico da consciência: materialismos, teorias quânticas, panpsiquismos, dualismos, idealismos. Duzentas posições, todas escritas em terceira pessoa. A consciência descrita de fora, como uma coisa.
Esta escola não ocupa assento nesse mapa.
Começamos pelo único fato que ninguém pode negar: sua experiência consciente é real como ela mesma. Não como atividade cerebral descrita de fora, não como ilusão. Real, como vivida. Duvidar já é experiência.
Sobre esse fato, a filosofia faz sua única premissa de trabalho, sua pedra angular: a consciência é fundamental. A consciência cria o cérebro e toda a matéria, exatamente como o materialismo simplesmente assume que a matéria é fundamental e constrói tudo sobre isso.
Não defendemos essa premissa em debate. Trabalhamos a partir dela, e a julgamos como julgamos tudo por aqui: pelos frutos.
As ideias respondem a um padrão de trabalho, os três testes:
Sustenta você quando a vida sacode?
O que produz ao longo do tempo, em você e ao seu redor?
Você consegue testar na sua própria experiência?
Uma crença que passa nos testes merece ficar, venha de qual célula do mapa vier.
A filosofia viaja para dentro de qualquer prática: coaching, psicologia, direção espiritual. Não exige conversão, porque pede uma premissa, nunca um credo.
E é ensinada como a medicina forma médicos: através de casos e supervisão. O praticante se compromete com uma leitura antes de o professor falar. Rounds, para o trabalho de consciência.